A Educação como Direito Fundamental

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Quem é o Professor Alexandre?

Sou um Professor preocupado com meus alunos, para que tenham seu desenvolvimento escolar e cidadão, sou tranquilo e pronto para ajudar. Gosto de instigar os alunos a superarem suas dificuldades e nunca desistirem. Uma das minhas contribuições aos alunos é ser bastante realista dentro do universo curricular brasileiro. Nas áreas de História e Geografia, é preciso fazer o aluno entender o quanto aquilo que estamos trabalhando é importante na sua formação intelectual e para seu futuro. Sou Professor de História, Geografia e Geopolítica, com especialização pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em História Sociedade e Cultura.

Por que ser Professor?

Foi algo natural entrar para profissão de Professor, talvez por influência de tios e avós que eram professores. Ao ingressar na profissão tive oportunidade em me desenvolver e acesso fácil para realizar meus estudos. Minha condição foi um dos fatores que impulsionaram à vontade em contribuir através da educação que outros pudessem transformar suas vidas para melhor. Me vejo como visionário na educação, entendo que esse é o caminho para um país melhor.

Experiência como Professor

Eu comecei em colégios estaduais localizados na periferia da cidade de São Paulo. Não era um momento fácil, não havia muitos professores e cheguei até lecionar até matemática, OSPB e Educação Moral e Cívica. Nas escolas do Estado de São Paulo aprendi que, em uma comunidade pobre a escola é muito mais que o local onde se vai para ter aula, é o centro social da garotada. A partir do momento que você entende isso e respeita a garotada, você ganha o respeito deles e a simpatia. Muitos alunos com uma carência em serem tratados como gente, ser humano. Quando você tem empatia por eles, um gesto como perguntar sobre como estão, cumprimenta-los, trata-los como iguais as coisas fluem de forma positiva. Trabalhei quatro anos em escolas publicas de periferia e nunca tive nenhum tipo de problema com alunos, mesmo aqueles que tocavam o terror com alguns outros professores, na minha aula era tranquilo, minha postura conquistou essa relação. Também atuei em um colégio da rede privada, ficava no bairro de Moema em São Paulo. Com essa experiência pude observar o grande abismo que existia entre as escolas de periferia que eu trabalhei com a escola privada. Em 2008 vim morar em Santa Catarina, depois de um tempo afastado da educação, voltei a dar aulas na rede estadual de educação, que a principio não me pareceu muito distante do que tinha deixado em São Paulo. O que mais me chamou atenção é que as escolas eram bem cuidadas e limpas, totalmente diferente da realidade das escolas que atuei na periferia de São Paulo.

O que é educação para você?

Educação é ou deveria ser para mim um direito fundamental, para que todos tenham possibilidades de acesso ao conhecimento, podendo prover seu próprio sustento, enfim, é uma forma de alcançar a liberdade plena. Dai o seu valor inegociável.

Você acredita que a Educação mudou desde sua época de aluno para hoje? E como vê essas mudanças?

Olha essa questão é difícil, pois é inegável que, com o advento da revolução técnico cientifico informacional, ganhamos uma enorme quantidade de informações. Não tem como negar que isso é muito bom para o processo educacional, então podemos concluir que essas mudanças foram boas, porém, não é tão simples assim algumas mudanças podem não ser tão positivas assim, um dos temas mais polêmicos da atualidade é justamente a doutrinação a qual o sistema educacional e cultural do país vem sofrendo. Quando não sabemos dar valores ordenados ao que é certo e ao que pode ser prejudicial, vai se tornar muito difícil alcançar uma sociedade que funcione de maneira positiva e garanta o progresso das futuras gerações. O resultado disso já pode ser visto nos rankings de educação a qual o Brasil vem despencando ano após ano, e nenhum professor digno pode aceitar isso, sob pena de sermos taxados de apoiadores passivos desse processo.