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Setor de eventos de Santa Catarina organiza manifestação em Florianópolis

Foto: Arquivo/JDV

Há mais de um ano os eventos em Santa Catarina fechava as portas por conta da Covid-19. Nesse período, o setor busca manter funcionários, pagar fornecedores e negociar contratos, ou seja, sobreviver. O cancelamento ou adiamento de eventos interrompeu uma cadeia e, pelo menos, 23 segmentos, impactando vidas e a economia com a suspensão da arrecadação para que pudesse se manter e sobreviver.

Foram inúmeras as tentativas de diálogo com os governos do estado e dos municípios, que ditam os decretos. A categoria se julga esquecida pelos eleitos. Uma entidade foi criada, a Associação Catarinense das Casas de Shows, Artistas, Músicos e Similares do Estado de Santa Catarina (Accasmusc), que está convocando a categoria para uma manifestação pacífica no dia 13 de abril, terça-feira, em Florianópolis, sem data de término, até que o Estado encontre uma fórmula de resolver ou pelo menos amenizar o problema.

Profissionais da área de todo o estado irão à manifestação. De Jaraguá do Sul a categoria também estará representada. A decisão ocorreu em assembleia realizada no dia 25 de março. Em nota, a Associação critica a insensibilidade do governo em encaminhar uma solução, “como se nós não existíssemos”.

Cita também que “o movimento é pacífico, não temos partidos políticos, sindicatos, nem direita e nem esquerda, e também não estamos pedindo afastamento de ninguém de seus cargos. Só queremos ser ouvidos e encontrar uma saída juntos”.

O setor entende a impossibilidade da retomada de forma integral, mas defende a viabilidade parcial e a construção de um plano com o aval das autoridades, de maneira segura.

Audiência com governadora e secretária faz parte da estratégia

Os representantes da Associação Catarinense das Casas de Shows, Artistas, Músicos e Similares do Estado de Santa Catarina querem uma audiência com a governadora do Estado, Daniela Reinehr, e com a secretária da Saúde, Carmen Zanotto, para expor diretamente a questão. Vão pedir um estudo técnico comprovando que o setor é responsável pela contaminação e proliferação do vírus da Covid-19 e a construção de ação para liberação imediata das atividades de maneira que possam se reinventar, utilizando os espaços físicos com responsabilidade e respeitando os protocolos.

Querem também a criação de políticas públicas que contemplem o setor com respeito e atenção como é feito com os demais seguimentos. “Queremos buscar alternativas para continuar com as atividades de maneira segura”, completa a carta encaminhada à imprensa de Santa Catarina.

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