Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho

Cristiano Mahfud Watzko

Graduado em Direito pelo Centro Universitário Católica de Santa Catarina, Pós-graduado (MBA em Direito Empresarial) pela SUSTENTARE - Escola de Negócios, com atuação no Departamento de Direito Tributário.

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Recentemente li um artigo no site ?A Escolha Certa? que começava citando uma frase de Jorge Paulo Lehmann, um dos empresários mais ricos do Brasil, que diz o seguinte: ?Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho?. Por isso, sempre sonhe grande. E aqui questiono ao leitor (a), isto é aplicável as suas finanças? Como elas estão? As respostas cada um devem dar para si mesmo (a). Que tal separar um tempo e fazer uma análise nos próximos dias sobre o ?status? atual das suas finanças pessoais? Quando temos objetivos fáceis de serem alcançados, a tendência é que falte motivação para buscar conquistas maiores. Se colocar como meta acumular R$ 100 mil até os 30 anos, pode ser que consiga acumular antes ou tenha que prolongar este objetivo por um tempo. O importante é sempre ter objetivos, e de vez em quando revisá-los. Contudo, para que tenha sucesso, não adianta apenas definir um objetivo financeiro que lhe desafie, acima de tudo, é necessário que haja coerência durante o planejamento. 

Sonhe grande, porém, defina objetivos intermediários e que possam ser atingidos. Como saber que você está na trilha do seu objetivo? É neste momento que os objetivos intermediários ganham extrema importância. Imaginemos um exemplo de um leitor (a) que quer acumular R$ 1.000.000, isto mesmo, a soma ?mágica? para muitos brasileiros. Importante: Não existe uma fórmula mágica que todos podem aplicar de forma igual. Na verdade, existem algumas variáveis que a depender de como elas forem combinadas, podem acelerar ou retardar o atingimento do seu objetivo. Eu gosto de chamar isto da ?tríade do sucesso financeiro?. A tríade é composta de três variáveis, a saber: tempo, valor poupado ou percentual poupado mensal e rentabilidade média mensal auferida. (mais detalhes no 2º artigo do mês de abril).

E por que os objetivos intermediários devem ser realistas? Porque se você não alcança os intermediários, com certeza a desmotivação irá tomar conta de todo o seu ser. E aí não há jeito mesmo. Suponhamos que um leitor (a) quer ter uma casa própria em 20 anos. Porém, atualmente ele possui dívidas no montante de R$ 200.000.00, e tem uma receita mensal de R$ 5.000, e suas despesas fixas mensais ficam em torno de R$ 3.000. É totalmente inviável ter como meta intermediária liquidar todas as dívidas em 1 ano, não concordas leitor (a)? É claro que não é impossível, mas a probabilidade é bem pequena, a não ser que um fato atípico ocorra, entre eles: o recebimento de uma herança ou ganhar um prêmio de um valor expressivo na loteria. Sejamos realistas, tudo é possível, desde que haja persistência e um plano definido. Olhem que interessante, se o leitor, tiver determinação e resiliência e usar os R$ 2.000 para pagar parcelas das suas dívidas a cada mês, em 1 ano, ele terá conseguido pagar R$ 24.000. 

Se continuar assim, ele pode renegociar as dívidas e com grande probabilidade de reduzir o saldo credor, o que pode levar a quitação do saldo total da dívida num período estimado de 7 anos. A solução de um problema começa com o desejo de querer resolvê-lo e continua com pequenas atitudes feitas dia-a-dia. E depois, ele (a) tem ainda 13 anos para trabalhar no projeto de ter a sua casa própria. Querer ficar rico somente por causa do dinheiro em si, ou emagrecer somente para ficar com o corpo da moda, são motivações que não tem pilares de sustentação. Contudo, se o seu objetivo tem uma razão de ser, com certeza, você irá fazer tudo o que for necessário. Lute pelos seus sonhos e tenha objetivos financeiros. 

Sinta-se a vontade para entrar em contato através do e-mail: [email protected] Até a próxima.