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POLÍTICA & POLÍTICOS 10.07.2019

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Censo obrigatório - A partir de agora os censos demográficos vão incluir dados e informações específicos sobre pessoas com autismo. Projeto de lei da deputada federal Carmem Zanoto (Cidadania) foi aprovado pelo Senado e agora segue para a mesa do presidente Jair Bolsonaro(PSL) para ser sancionado. E gerar políticas sociais específicas. Atualmente não existem dados oficiais sobre as pessoas com transtorno do espectro autista. Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo tenham autismo, sendo 2 milhões delas brasileiros. Mas, nunca se fez um levantamento para identificar esse contingente da população, embora a Lei 12.764, de 2012, que colocou o autismo como deficiência. Hoje, no Brasil, se demora em média sete anos para que se tenha o diagnóstico de autismo, enquanto nos Estados Unidos isso ocorre em até três anos.

Represa 1 - Construída em 1968 como parte de um sistema de irrigação de lavouras de arroz, com o tempo a conhecida represa construída de Guaramirim também se transformou em obstáculo intransponível para cardumes de peixes e de assoreamento rio abaixo. O vereador Ernesto Friedemann (PP) quer estudos da Prefeitura sobre os impactos que a demolição da estrutura possa causar já que, segundo ele, a represa também provoca inundações

Represa 2 - A represa, inaugurada no governo de Ivo Silveira, foi construída com base em projeto hidráulico desenvolvido pelo engenheiro civil e professor universitário, Colombo Machado Salles, que sucederia Silveira. E de quem foi secretário executivo de planejamento. Por volta de 2003, Salles esteve em Guaramirim, como convidado para novo estudo sobre a represa. Porém, nada saiu do papel à época.

Turismo - Secretarias estaduais de Turismo e da Educação abrem diálogo sobre turismo regional, o que obriga flexibilizar o calendário escolar. A pergunta é: por que insistir em alguns dias de férias em julho e retomar as aulas nos primeiros dias de fevereiro, em pleno verão, para cumprimento dos 200 dias letivos? Em passado recente já se tentou mudar, mas deu em nada.

Cursos técnicos - Quando ministro da Educação (1986/1987) no governo de José Sarney, o ex-senador Jorge Konder Bornhausen defendia a criação de cursos técnicos profissionalizantes ao invés da massificação de cursos universitários apenas teóricos. Por isso, quando governador (1979/1982) criou várias escolas técnicas em SC. Essa escola, onde o Sesi desponta há décadas, agora tem uma frente de apoio a ser lançada hoje (10) na Assembleia Legislativa proposta pelo deputado Altair Silva (PP). Um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostrou que pessoas com formação técnica específica para função que exija qualificação ganham 25% a mais do que as que não têm.

 

Férias - Senador Jorginho Mello (PL) garimpa apoio de colegas para pôr fim ao tal recesso parlamentar de julho. É o mesmo que enxugar gelo. Na verdade, são as férias de meio do ano para senadores, deputados federais e estaduais e vereadores, exceto algumas Câmaras. Mas, com 100% do salário (para eles, subsídio), incluindo o reembolso de eventuais despesas. E, sem, exceção, todos discursando pela moralidade com o dinheiro público.

13º salário - Servidores municipais de Guaramirim recebem na sexta-feira (12) a primeira parcela do 13º salário, correspondente a R$ 2 milhões, ou metade do benefício. Há um costume (não é obrigatório), inclusive no âmbito do Estado, de se pagar 50% no meio do ano, mesmo que as finanças estejam arrombadas. Explica-se: é dinheiro reservado entre janeiro e dezembro especificamente para isso. Quem tem, paga, quem não tem paga o ônus político.

Cadastro único - Entrou em vigor ontem (9) lei aprovada pelo Senado em projeto do ex-senador Dalírio Berber (PSDB) criando o chamado cadastro positivo. Que prevê a inclusão obrigatória de todos os consumidores (pessoas físicas e empresas) em um banco de dados administrado por empresas como Serasa, Boa Vista Serviços, Quod e SPC Brasil. O sistema pontua o consumidor com notas de 1 até 1.000 a partir das informações coletadas pelas empresas: dados financeiros, renda, pagamento de contas de energia, água, telefone, entre outros. Quanto mais perto de 1, “menos confiável” a pessoa é para oferta de crédito. Inversamente, quanto mais próximo de 1.000, maior a chance de figurar como bom pagador.