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POLÍTICA & POLÍTICOS 04.07.2019

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Permanece a folga - Depois de aprovar em primeira votação o fim do ponto facultativo (remunerado) entre 24 de dezembro e 1º de janeiro na Prefeitura de Jaraguá do Sul, em segunda votação, na terça-feira (2) o projeto do prefeito Antidio Lunelli (MDB) foi rejeitado. Em manobra estratégica, Arlindo Rincos (PSD), que antes havia votado contra, se absteve. Com isso, não foi preciso o “voto de minerva” do presidente Marcelindo Gruner (PTB), que havia desempatado a primeira votação “a favor”. E nem se alcançou o placar exigido de seis votos para aprovar em definitivo. E mudar um “direito” dos servidores (artigo 262 do regime jurídico único da categoria), sancionado pelo ex-prefeito Dieter Janssen (PP) em 2014 por lei aprovada na Câmara.

Coligações 1 - Com o fim das coligações partidárias nas eleições para cargos legislativos, o que inclui vereadores, cada uma das 11 cadeiras da Câmara de Jaraguá do Sul exigirá entre sete e oito mil votos de legenda. Causando palpitações cardíacas em não poucos que, até 2016, foram reeleitos a sucessivos mandatos com votações ridículas quando comparado aos 96,6 mil eleitores que foram às urnas naquele ano. Com 17,6 mil abstenções.

Coligações 2 - Só quatro dos 11 que chegaram lá, com dois reeleitos, ultrapassaram a barreira dos dois mil votos. E, bom dizer, todos (os quatro) atrelados à coligação do prefeito Antidio Lunelli (MDB). A nova modalidade deve marcar a morte inexorável de legendas criadas apenas como moeda de troca. Por exemplo, o tempo concedido pela Justiça Eleitoral em programas eleitorais do rádio e da TV depois negociado com cargos no governo.

Coligações 3 - Mas é, também, uma ameaça palpável para legendas tradicionais como o PSDB. Os dois eleitos pelo partido em 2016 somaram, juntos, 3.071 mil votos. O terceiro mais votado foi o ex-prefeito Irineu Pasold, suplente, com 1.031.Todos os demais 14 candidatos tucanos não chegaram a 900 votos cada um. Porém, o fim das coligações proporcionais ainda não representa a depuração que se pretende nos legislativos.

Agora é oficial - Lei aprovada em 2015 no Senado e em maio deste ano na Câmara dos Deputados, denomina de Luiz Henrique da Silveira o trecho da rodovia BR-280 entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul. A proposta apresentada há quatro anos é do senador Dario Berger (MDB). Segundo o senador, a homenagem é justa porque LHS “deixou uma trajetória política de enorme relevância para o país e para Santa Catarina”. A BR-101, em toda a sua extensão de 4.537 quilômetros, atravessando 13 estados, foi batizada de Governador Mário Covas, em 2011, em lei sancionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Porque FHC e Covas foram as duas grandes estrelas na fundação do PSDB nacional. E só por isso. No caso de SC, Dario Berger ingressou no MDB em 2007 pelas mãos de LHS, a contragosto de muitos emedebistas. Até então já havia passado por quatro outros partidos: PDS, PL, PFL e PSDB. Em 2014 foi candidato único do MDB ao Senado e onde LHS já estava desde 2010.

No PSD - Com uma comissão provisória presidida pelo deputado estadual Milton Hobus até 2020 e com 59 prefeitos eleitos em 2016, o PSD parte para uma jornada estadual de revitalização do partido, tal e qual o anunciado pelo MDB. Agora em julho o PSD abre uma primeira romaria de visitas a prefeitos e lideranças de vários dos principais colégios eleitorais e em regiões onde a densidade do partido ainda é latente.

Vai esperando - O general Antônio Leite dos Santos Filho, diretor geral do DNIT, recebeu em Brasília na terça-feira (2) a bancada de parlamentares catarinenses coordenada pelo deputado Rogério Peninha Mendonça. Foram cobrar agilidade em obras rodoviárias no Estado. Santos Filho garantiu que os R$ 98 milhões previstos para a BR-470 neste ano foram empenhados. A rodovia está entre as prioridades do DNIT. E a BR-280? Nem um pio. Aqui do Vale temos dois deputados federais e outros três em Joinville.

Mudando - O PSB nacional, antigo aliado dos governos do PT, incluindo aí o ex-prefeito de São José, Djalma Berger, irmão do senador Dario Berger (MDB), é contra a Reforma da Previdência, orientando seus deputados neste sentido. Rodrigo Coelho, eleito por Joinville e em rota de colisão com dirigentes do partido, que faz oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), votará a favor. Será expulso, o que permite filiação em outra sigla sem risco de perder o mandato.