EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Cristiano Mahfud Watzko

Graduado em Direito pelo Centro Universitário Católica de Santa Catarina, Pós-graduado (MBA em Direito Empresarial) pela SUSTENTARE - Escola de Negócios, com atuação no Departamento de Direito Tributário.

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Evite os 7 erros comuns de finanças

Caro (a) leitor (a), na semana passada li um texto com o seguinte título: “Aprenda a evitar 7 erros comuns de finanças”. Abaixo compartilho as informações, com algumas informações adicionais que considerei necessárias.

1.Não criar um fundo de emergência: Um fundo de emergência é uma proteção que deves buscar ter. A orientação é de que deves ter o valor guardado de seis a nove meses de suas despesas mensais previstas em uma conta bancária separada para situações imprevistas, entre elas: como perder o emprego, uma doença inesperada ou gastos emergenciais.

2.Realizar pagamentos com atraso: Tenha como objetivo mensal, efetuar os pagamentos no valor integral e no prazo do vencimento. Caso contrário, você poderá sofrer penalidades (multa e juros) e um impacto negativo na sua pontuação de crédito. Para evitar pagamentos em atraso, coloque suas despesas em débito automático. A tática pode resultar em economia de tempo, dinheiro e frustrações.

3.Ignorar uma pendência: Não pule pagamentos. Quer seja um empréstimo estudantil ou pessoal ou uma parcela do cartão de crédito. Ignorando uma pendência, você vai sofrer cobrança de taxas e multas e poderá ter sua pontuação de crédito afetada.

4.Ficar inadimplente: Ninguém quer ficar com o ‘nome sujo’. Antes de fazer um empréstimo, entenda as taxas de juros, o pagamento mensal necessário e as condições contratuais. Se você acha que não consegue arcar com os valores, não deves assumir o risco, ou caso contrário terá que renegociar no mês seguinte.

5.Adquirir um imóvel que não pode pagar: Uma casa é um lugar para construir memórias. Não pense nela como um ativo que será valorizado automaticamente. Se você encontrar a casa dos seus sonhos, verifique se o financiamento cabe no seu bolso. Separe a beleza e o conforto do custo - são coisas diferentes: seu proveito e a necessidade de pagar para ter.

6.Retirar dinheiro do seu fundo antes da hora: Não faça uma retirada antecipada do seu fundo de pensão ou do seu valor aplicado em previdência privada. Se fizer isso, você poderá enfrentar penalidades, bem como deduções de impostos sobre o valor solicitado.

7.Não consolidar a dívida de cartão de crédito com um empréstimo pessoal: Cartões de crédito podem ser ótimas ferramentas financeiras. Entretanto, em caso de dívidas, os juros podem chegar a valores exorbitantes. Uma opção é consolidar esse débito em um empréstimo pessoal - um crédito não garantido que normalmente é pago em três a sete anos. Se a taxa de juros do empréstimo for inferior à do cartão de crédito, tenha certeza de que essa é a melhor opção para economizar. Neste erro vale a pena citar um exemplo: Se tiveres um valor de R$ 5.000,00 a pagar na fatura do cartão e resolver parcelar em 6 vezes, considerando uma taxa hipotética de +/- 17% ao mês, a parcela ficará em torno de R$ 1.400,00, e ao final terá pago um total de R$ 8.400,00. Caso resolva pegar um empréstimo e quitar a fatura do cartão, também em 6 vezes, contudo, conseguindo uma taxa hipotética de +/- 5%, a parcela ficará em torno de R$ 990,00, e o total pago será de R$ 5.940,00, ou seja, R$ 2.460,00 a menos do que se parcelado no cartão.

Agora é com você. Desejo sucesso financeiro ao (a) leitor (a). Sinta-se à vontade para entrar em contato através do e-mail: [email protected] Até a próxima.