E O TURISMO JARAGUAENSE, COMO VAI?

A J Marchi

Questionamentos evidentes, obviedades improváveis e banalidades incomodas. 

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O documentário Roteiros pelo Mundo, protagonizado por Pedro Andrade e reproduzido no GNT Play, e disponibilizado no YouTube sob o título, Um tour incrível pela Geórgia, atraiu minha atenção. Devido a alguns acidentes geográficos similares, lembrei-me imediatamente de Jaraguá do Sul. Tbilisi, a capital da Geórgia, fascina quem a visita pela engenhosidade em ligar o novo ao antigo. A resiliência e tolerância ao tradicionalismo e ao moderno conceito de se viver em sociedades plurais, faz dela a queridinha do Turismo Mundial, deixando a comer pó, muitos ícones turísticos conhecidos. Mas, é evidente que nada partilhamos culturalmente com este país tão antigo, onde corrupção e ideologias já não fazem parte de uma nação balizada ainda, por correntes religiosas e carregadas de estereótipos. Antes de pertencer a extinta União das Republicas Socialistas Soviéticas e de ter feito parte do reino Persa, Tbilisi foi conquistada e reconquistada ao longo dos séculos. Além de suas cicatrizes, ela exibe desde muralhas de fortalezas medievais às novas e badaladas boutiques de luxo. Do alto de um morro servido por um teleférico (que inveja), vê-se que a cidade lá embaixo, molda-se em torno de um rio por onde desfilam obras arquitetônicas futurísticas. É praticamente impossível dissociar Tbilisi de seu rio e de suas charmosas e perfeitas ruas de paralelepípedos, onde antigas fábricas soviéticas foram transformadas em modernos hotéis.

 

Turismo é vitrine! É essencial para a evolução de sociedades que precisam capitalizar recursos para transcender sua limitada capacidade de aparelhamento cultural. Enquanto poucas cidades emergem de errôneos conceitos, outras em sua quase totalidade rejeitam qualquer iniciativa, permitindo-se continuar no ostracismo. Mas, e Jaraguá do Sul, o que faz? Ah, dirão alguns! Jaraguá do Sul não tem vocação turística! Será? Mas, por que tamanha isenção? Por qual razão paramos de sonhar? Este tema ainda repleto de tabus, pode transmitir a sensação de que o Turismo não é interessante para o nosso desenvolvimento! Nossa cidade tem uma capacidade impressionante para atrair eventos dos mais variados segmentos como vem acontecendo. Ótimo! Mas, temos a mesma capacidade para reter o visitante por mais que um dia? Há muitas coisas a serem feitas e projetos a serem retomados. Evidentemente, tudo ao seu tempo e tempo este, que os georgianos nos apresentam como lição para um aprendizado que, em nosso tempo e lugar, parece perder-se com dispensáveis discussões sem a indispensável mobilização da sociedade.

 

Podemos passar por crises econômicas, mas não por crises de pensamento. Um exemplo clássico foi o envolvimento da comunidade italiana de iniciativa privada com o setor público que resultou na Chiesetta Alpina, um dos mais belos monumentos do Brasil. Da mesma forma, um teleférico no morro das antenas poderia materializar sonhos e consolidar empreendimentos. A protelada plataforma arquitetônica para pedestres no pilar da antiga ponte, similar a de Tbilisi, poderia mudar a cara da cidade. Somos parte do contemporâneo mundo tecnológico, argumento suficiente para provar que nossa vocação não seria apenas a de desfrutar do que nos sobra do império industrial que a duras penas conquistamos ao longo de pouco mais de um século! A ver pelas nossas industrias de ponta, somos realmente diferentes. Somos futuristas! E bem por isso, sem que percamos o bondinho da história, poderíamos nos dedicar ao ramo do Turismo de Negócios, a exemplo de Feiras Internacionais de Inovação e Tecnologia. Diante de infinitas possibilidades e dispensando antigas dialéticas, o que de fato temos a mostrar a quem porventura nos visita, além de desconectadas e dispersas, embora válidas iniciativas? "Se não atraímos, é porque pouco ou nada temos a oferecer!"

 

 

Notas

PLANO DIRETOR - A Prefeitura de Guaramirim, por meio da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano realizou ontem (6), a penúltima audiência pública de apresentação do Plano Diretor. O próximo (e último) acontece no dia 13 de novembro, na Câmara de Vereadores. Com ela, fecha as cinco audiências previamente programadas, onde os participantes se envolvem e discutem sobre este instrumento norteador da política de desenvolvimento municipal.

Vereador quer áreas de alagamentos mapeadas - O vereador Celestino Klinkoski mostrou preocupação com os alagamentos causados pelas chuvas do último final de semana em Jaraguá do Sul. Segundo ele, o volume de precipitação chegou a 55 mm no domingo à tarde e vários pontos da cidade sofreram com a água. Ele citou como exemplo um local no bairro Rio da Luz onde os moradores ficaram isolados por conta da enchente. O parlamentar lembra que já pediu à Prefeitura que restaure a tubulação da localidade e que troque por tubos novos, porém não foi atendido.

Klinkoski sugeriu que o município faça um trabalho de identificação dos locais de maior risco de alagamento. A partir desse mapeamento, a Secretaria de Obras poderá realizar a limpeza das tubulações e as obras de drenagem para evitar novos transtornos. O vereador também pede que a população ligue na Ouvidoria da Prefeitura (0800 642 0156) para que se possa fazer o mapeamento. Ele alerta que essa foi a primeira grande chuva que ocorreu neste semestre e que há muitas outras por vir com o verão que está por vir.

Estado vai duplicar trecho da SC-108 na região de Joinville - A ordem de serviço para início da obra de restauração e duplicação da SC-108, em Joinville foi assinada na terça-feira (5) pelo secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler. A iniciativa faz parte do programa Novos Rumos, um pacote de intervenções estratégicas do Governo do Estado para melhorar a infraestrutura catarinense.

O trecho, de pouco mais de 5 quilômetros, liga a BR-102 ao Distrito Industrial de Joinville onde estão localizadas mais de 200 empresas. O processo licitatório começou em 2017, mas só foi finalizado em 2018, aguardando desde então a ordem de serviço.

Atualmente sem qualquer manutenção, é por este trecho da rodovia que escoa boa parte da produção industrial do município. As obras se estenderão do entroncamento da BR-101 até a Rua Tenente Antônio João, passando pelas Ruas Hans Dieter Schmidt e Edgar Nelson Meister, e o acesso à Rua Dona Francisca.

 

Tubulação maior para escoamento - O vereador Arlindo Rincos (PSD) criticou a Administração Municipal em continuar implantando tubos de 40 centímetros em vias estruturais do município. Ele mostrou imagens que moradores fizeram no último final de semana mostrando alagamentos em vários pontos de Jaraguá do Sul. Segundo ele, as ruas foram alagadas com menos de meia hora de chuva intensa. Rincos lembrou que ele foi autor de um projeto de lei que proibia o município de implantar tubos com menos de 80cm nas vias estruturais da cidade, porém o projeto não foi aprovado porque esta é uma matéria em que apenas o Executivo pode deliberar. Ele pediu que a Prefeitura envie um projeto nos mesmos moldes para a Câmara, lembrando que o custo não sofre grandes variações pela bitola dos tubos.

Juraszek informa compra de saibreira - O vereador Eugênio Juraszek anunciou que o projeto de lei que vai permitir à Prefeitura comprar uma saibreira no Garibaldi na Câmara, o que vai possibilitar a retirada do material para a macadamização das ruas, principalmente nas áreas rurais. A ideia, segundo disse, é que o projeto seja votado ainda na sessão de quinta-feira (7). Juraszek observou que a luta para a aquisição é de oito anos, pelo menos. Outra observação refere-se à análise prévia do solo nas ruas que recebem pavimentação, o que dá segurança de que a deterioração não ocorra como até então.

 

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