Atos para o próximo e o dinheiro

Cristiano Mahfud Watzko

Graduado em Direito pelo Centro Universitário Católica de Santa Catarina, Pós-graduado (MBA em Direito Empresarial) pela SUSTENTARE - Escola de Negócios, com atuação no Departamento de Direito Tributário.

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Alguns dias atrás, num final de semana, fui com minha esposa na Feira da Mulher realizada na Arena Jaraguá. Ela me conhece bem, e quando passamos na frente do pequeno estande com alguns livros para venda, escutei dela: “Eu sei que você vai ir querer dar uma olhada”. E claro que fui. Eu sempre acho que posso encontrar alguma bela oportunidade e por um bom preço.

E foi o que aconteceu naquele dia. Encontrei o livro “Uma nova aventura a cada dia” de David Silberkleit. Logo que li o título, lembrei com saudades e carinho do meu avô Amadeus, in memorian. Explico. Algumas vezes nas nossas conversas, ele me falou que leu certa vez numa revista da “Seleções” que o autor de um texto que fazia parte do periódico escreveu que tudo o que fazemos na vida temos que “fazer disso uma aventura”.

E dessa forma, ele me encorajava a tudo o que eu fazia, “fazer disso uma aventura”, desde das coisas mais simples, até as coisas mais difíceis e até as dificuldades passaram a ser aventuras para mim. Obrigado vô.

Nas linhas abaixo quero partilhar um pequeno trecho do livro e que tem tudo a ver com o tema deste espaço.

“O Anjo do dinheiro. Minha amiga Marta tem uma amiga, Jane que não tinha dinheiro para ir visitar os pais no Natal. Assim, Marta comprou uma passagem aérea barata e pediu para que a companhia a enviasse a Jane, mantendo seu nome no anonimato. O que torna esse caso particularmente especial é que Marta não é rica. Possui um carro, um pequeno negócio e nada mais. Tem trinta anos e, em vez de gastar todo o seu dinheiro ou guardá-lo para o futuro, gosta de usá-lo para surpreender as pessoas que ama.

Quando sabe que algum amigo está passando por dificuldades financeiras, esconde uma nota de 100 dólares no bolso do paletó dele, sem que o outro perceba, ou deixa-a na casa desse amigo. Sempre mantém sua ajuda em segredo e não espera nada em troca de seus presentes. Simplesmente deseja dar aos amigos algo que faça alguma diferença em sua vida.

Um dia, Jane ligou para Marta, perplexa. “Você não vai adivinhar o que meus pais fizeram. Mandaram-me uma passagem para o Natal! Mantiveram seus nomes em segredo, claro, mas tenho certeza de que foram eles”.

Marta foi convincente ao revelar surpresa diante do assunto. No dia seguinte, Jane telefonou outra vez. “A passagem não foi dada por meus pais. Acho que foi presente de Rebecca. Não posso acreditar que ela tenha feito isso por mim. Não é E, um dia depois: “Oh, não foi Rebecca. Por acaso foi você? Ah, não. Você não teria dinheiro para um presente caro como esse”.

A partir de então, Jane nunca mais se esqueceu do assunto. Por 249 dólares Marta deu a si mesma e a Jane uma aventura que durará a vida inteira”.

Caro (a) leitor (a), desejo de coração que o exemplo da história acima lhe inspire a praticar atos para o próximo e principalmente sem esperar nada em troca pelos presentes que poderá proporcionar. E o mais importante, não é o valor expressivo que fará a diferença, mas sim o valor emocional do momento.

Eu considero um gesto nobre e de extrema grandeza quando uma pessoa (um pedinte) vai na casa de alguém, e então, a pessoa da casa, separa algum pão ou até arruma um prato de comida e entrega para o próximo. Vi muitas vezes, meu querido avô fazer isso, e ainda vejo minha mãe e meu pai fazerem isso, e recentemente vi o mesmo ato na casa da minha sogra. E todas essas pessoas, que são exemplos para mim, fazem isto sem esperar nada em troca. Obrigado

Sinta-se à vontade para entrar em contato através do e-mail: [email protected] Até a próxima.