TRANSITO: UMA QUESTÃO DE PREVENÇÃO

A J Marchi

Questionamentos evidentes, obviedades improváveis e banalidades incomodas. 

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Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne”. São sábias palavras do sábio físico e matemático Albert Einstein. Partindo da premissa do que disse ele, deparamo-nos diariamente diante de problemas sem prevenção. Muitos deles de fácil equação, embora difícil seja a execução. Outras tentativas do papel não saem, enquanto velejam ao vento outras, amparadas em dúzias de justificativas sem consistência. Evidente de que não é apenas do setor público que faço minhas as observações. Muitos indivíduos sem o menor comprometimento com o lugar onde vivem e muito menos como o coletivo, fazem do transito sua desforra. Responsáveis pelo transito costumam alegar após algum acidente de repercussão, que o problema é a falta de atenção e responsabilidade dos usuários das vias públicas. Concordo plenamente, pois, “todo acidente tem como causa a falta de atenção e a imprudência dos envolvidos”.  Um dos problemas relacionados a desatenção é a falta de visão periférica de muitos motoristas. Uma grande parte deles não observa o que acontece ao seu redor. Muitos não têm a capacidade de zelar por aquele que está em situação de vulnerabilidade. Um motorista de ônibus ou caminhão deveria zelar pela segurança do veículo menor que deveria sucessivamente zelar pelo ciclista que zelaria pelo pedestre. Causa perplexidade o fato de que, quando estes mesmos condutores se veem na situação de pedestre, bravejam exigindo respeito, mas, quando a ordem é inversa, fazem cara de paisagem! Enquanto alguns veículos param na faixa, outros voam por cima delas provocando atropelamentos. Refiro-me também ao motociclista que inadvertidamente insiste em dividir o mesmo espaço com veículos de quatro rodas onde há tachões dividindo a pista com a justa intenção de impedir a ultrapassagem. Parte deles expõe-se ao perigo com tamanha naturalidade quanto os são, os acidentes.  Para eles, essa atitude é plenamente normal, pois ao que parece, não há restrições quanto ao uso de motos, pois, perdeu-se a noção de perigo e da razoabilidade.  Enfim, recentemente, temos ouvido calorosos debates na mídia com trocas de farpas entre pedestres, ciclistas, usuários de patinetes e outras modalidades de transporte individual quanto a possibilidade de compartilharem os passeios, calçadas e ciclovias. Ora, se é “aceitável” que motociclistas e motoristas partilhem da mesma pista com um grau de perigo maior, por que haveriam de impedir que usuários de outras modalidades de menor periculosidade o fizessem? Infelizmente, somos reféns de uma legislação cega, senão equivocada, que permite a perpetuação de erros como este através de bizarras adaptações ao Código de Trânsito, o que por outro lado, impede a flexibilidade necessária para adequar-se à modernidade advinda do processo inventivo. Exemplo disso, foi o que ocorreu a alguns anos atrás quando tentou-se legalizar neste país, o uso de um veículo conversível americano dotado de três rodas, o Polaris Slingshot. Como resultado, obrigou-se o uso de capacete, inviabilizando-o, enquanto em outros conversíveis como o Buggy, a exigência é nula, provando que no Brasil, mais fácil é abolir do que encontrar soluções. Ok! De volta ao tema desta matéria, pergunta-se: Quantas vezes nos ocorreu o fato de não pararmos para o pedestre passar? Quantas falhas já cometemos? Com certeza, muitas! Mas porque isto acontece? Ora, porque há margem para erro! Se observarmos sob outra ótica os fatores que causaram um determinado acidente, nos certificaremos de que ele poderia ter sido evitado não fosse alguma falha pontual no local. Exemplos existem e poderia citar alguns, mas vou deter-me a dois! O primeiro, é o problema das passagens de nível por onde passam longos comboios com locomotivas dotadas de buzinas sem padrão sonoro em flagrante desrespeito aos limites previstos em lei. Mas isto, deveria ser discutido entre o MP e a RUMO. Deveria? Existe um ditado que diz: O olhar do observador, cria a ficção ou a realidade! Então vamos a elas! É comum em nosso cotidiano, observar que indivíduos habituados a não controlar seus ímpetos, acelerem seus veículos quando ouvem a aproximação do comboio. Ao observar esta atitude, percebe-se que seria fácil coibi-la. Como já citei, não adianta procrastinar uma solução colocando a culpa no indivíduo! É dever da autoridade de transito coibir atitudes que coloquem em risco a vida e a integridade física de usuários de vias públicas. Talvez essa perigosa atitude pudesse ser inibida por câmeras e multas, zerando margens para fatalidades. E por fim, será que a instalação de alertas luminosos suspensos nas principais faixas de pedestre e passagens de nível, como se vê em algumas cidades europeias, não seria a solução para esse grande problema? Como se vê, sempre existe algo a ser melhorado ou alterado para evitar-se maiores problemas! Diz um ditado popular, que “o maior fracasso não é falhar, mas nunca ter tentado, e a melhor tentativa é aquela que podemos executar hoje, pois prevenir é salvar vidas, desonerando a Saúde Pública e evitando custos a comunidade”.

Notas

Regularização do Simples Nacional termina no dia 31 - Quem foi excluído do SN em 2019 têm até 31.01 para regularizar as pendências e fazerem uma nova adesão ao regime, desde que não haja débito com a RF ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Caso contrário, o ingresso acontecerá somente no próximo ano. Ao optar pelo Simples Nacional, o empresário tem a oportunidade de pagar oito tributos, entre municipais, estaduais e federais, de uma única vez, reduzindo os custos tributários. Também fica livre de obrigações acessórias com vencimentos distintos, reduzindo a burocracia para administrar o negócio. Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual, caso exigível), desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura constante do CNPJ (para empresas abertas até 31/12/2019) ou 60 dias (para empresas abertas a partir de 01/01/2020). A adesão será exclusivamente pela internet, por meio do Portal do SN.

Fundador da Condor na plenária da CDL de janeiro - A primeira plenária mensal da Câmara de Dirigentes Lojistas está marcada para o dia 31, a partir das 12h15min, no Clube Atlético Baependi. A entidade recebe o fundador da Rede Condor Hipermercados, Joanir Zonta, que inaugurou moderna loja em 2019, na Vila Lenzi. Ele participa do quadro ‘Varejando’, espaço dedicado ao compartilhamento de boas práticas de varejo. Além disso, a reunião ainda conta com o lançamento do segundo ciclo do programa de mentoria da CDL e terá explicação sobre o PIT (Programa de Iniciação ao Trabalho). O encontro é destinado a associados, que podem confirmar presença pelo e-mail [email protected]jaraguadosul.com.br ou pelo (47) 3275-7070.

Estudantes de Massaranduba já podem se inscrever no programa Bolsa Transporte

A partir desta quinta-feira (16/1), os estudantes de cursos do ensino superior ou nível médio profissionalizantes de Massaranduba já podem se inscrever no programa Bolsa Transporte para o primeiro semestre de 2020, que prevê o auxílio de até 100% no transporte escolar. O prazo para a inscrição é até 16 de fevereiro para bolsas de 100% ou 75% e até 31 de maio para 50%.

Para ter acesso ao programa é preciso fazer a inscrição através do site http://sistema.portalave.com.br/universitário, através do simulador de cálculos e envio de documentos (conforme edital disponível no site do município

Dico e Celestino dividirão presidência da Câmara este ano

Jaraguá do Sul - Desde o dia 1º de janeiro, Isair Moser, o Dico, do PSDB, é o presidente da Câmara de Vereadores. Ele recebeu nove votos contra dois para Ademar Winter, que votou em si e recebeu também de Rogério Jung, do MDB. O vice-presidente é Eugênio José Juraszek (PP), 1º secretário Celestino Klinkoski (PP) e 2º secretário Ronaldo Magal de Souza (PSD).

A eleição de Moser seguiu acordo firmado em 2016, após a eleição municipal. Em 2017 o presidente foi Pedro Garcia, em 2018 Anderson Kassner e no ano passado, Marcelindo Carlos Gruner, que se despediu no dia 31 de dezembro.

Estrutura da Secretaria de Educação muda de endereço-A Secretaria de Educação de Guaramirim está agora atendendo junto à Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, localizado na Rua Irineu Vilela Veiga, 222, Centro. O telefone de contato é 3373-3397. A mudança ocorreu pelo fato de que em 2020 inicia a construção da nova estrutura da Escola Municipal de Educação Fundamental Dorvalino Felipe e, neste período, os alunos serão realocados para estudar no prédio da Secretaria de Educação, na Rua 28 de Agosto. A decisão de levar a Educação para atender no mesmo local do Desenvolvimento Social é para otimizar o espaço e economizar com aluguel. Com isso, a Defesa Civil e os Bombeiros Militares, que antes utilizavam salas na Secretaria de Desenvolvimento Social passaram a atender junto à Fundação Cultural.

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