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Circo alemão cria lindos hologramas 3D ao invés de utilizar animais reais

Quando pensamos em um circo, muitas vezes imaginamos palhaços, malabarismos, confetes e… animais. Por sorte, essa não é a regra. Historicamente utilizados como atrações circenses, elefantes, tigres, leões, macacos, dentre outros animais, foram explorados por séculos, tendo seu auge nos séculos XVIII e XIX. Após os shows, esses animais estavam sujeitos a maus tratos, alimentação precária, exposição à doenças e muitos morriam no trajeto entre uma cidade e outra. Essa realidade felizmente tem mudado com legislações governamentais mais duras, ou, de forma ainda mais positiva, com uma maior consciência dos circos ao redor do mundo. No Brasil a Lei Federal 10.220 PROÍBE A PARTICIPAÇÃO DE ANIMAIS EM CIRCOS E SIMILARES EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL, desde o ano de 2001.

Na Alemanha, o Circus Roncalli, se tornou o primeiro do mundo a substituir completamente suas atrações animais por hologramas de ponta.


O objetivo do circo é repudiar os maus tratos contra animais e acabar com o seu sofrimento, uma vez que eles são obrigados a participar das atrações circenses, não estando ali por vontade própria. Assim, combina-se a admiração tecnológica dos seres humanos (com os hologramas) e o fascínio pelos maiores e mais exuberantes animais da Terra, em 3D. Todos saem ganhando: o público continua entretido, enquanto os animais prosperam em seus habitats naturais.


O Circus Roncalli surgiu há quase 250 anos, comandados por Philip Astley. Ele fazia acrobacias com cavalos. Após algum tempo, a atividade do local passou a incluir outros animais, muitos deles, selvagens. Tornou-se comum ver animais fazendo espetáculos de circo e sendo maltratados. Os tempos mudaram, campanhas contra circos que usam animais conseguiram expor a situação e cada vez menos pessoas participam dessas funções, o que os obrigou a se reinventar.
 

Todos os animais são recriados em 3D e podem ser vistos a 360 graus, o que significa que ninguém fica sem vê-los. Sem dúvidas, uma proposta super inovadora e revolucionária que deverá inspirar outros circos ao redor do mundo a fazer o mesmo.

 

Fonte: Catioro Reflexivo, adaptado por Patrícia Brugnago.