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Celebração ecumênica abre o centenário do Bairro Santa Luzia

Foto: FJBrugnago

Flávio José Brugnago

Flávio José Brugnago é Editor chefe do JDV e na bagagem carrega mais de 40 anos de profissão. 

O Bairro Santa Luzia completou no domingo 100 anos da chegada da primeira família à comunidade. Às 8h, com muito frio e geada, foi realizada na igreja católica que tem a santa como padroeira, foi celebrado um culto ecumênico com a participação do Frei Álido Rosá, Pastora Gislaini Rodrigues Endlich (Paróquia Apóstolo Tiago, da IECLB) e o Diácono Sérgio Sevegnani, demonstrando a unidade e o respeito existente entre católicos e luteranos.

O culto foi a primeira parte da comemoração do centenário do bairro. Na quinta-feira (11), a Câmara de Vereadores realiza no salão do Caxias uma sessão itinerante às 17h e às 19h, sessão solene com homenagem àqueles que colaboraram e contribuíram para o crescimento e desenvolvimento do bairro. Também será exibido um documentário.

No sábado (13), às 10h, será inaugurado um monumento alusivo ao centenário, com show pirotécnico e bolo aos presentes. Os eventos estão sendo organizados pela Associação de Moradores. No culto ecumênico o Frei Álido Rosá recordou fatos da história do bairro e destacou que os primeiros habitantes foram os indígenas Carijós, também chamados de Botocudos.

Lembrou também dos pioneiros e das famílias que ajudaram a desenvolver a comunidade. Três painéis fotográficos registravam algumas famílias ou casais pioneiros, testemunhos de fé e eventos básicos de Santa Luzia. Em resumo, foi uma verdadeira aula de história, de fatos lembrados sem o auxílio de escritos, de quem foi contemporâneo de boa parte dos acontecimentos e de relatos orais registrados.

Frei Álido, com 81 anos completados em junho, disse que o bairro está comemorando 100 anos, mas nos 365 dias seguintes à comunidade é convidada a refletir sobre sua história, o sacrifício dos precursores, sobre os valores da família, da fé, da igreja, da escola e do trabalho, que são fundamentais. Até aonde somos fieis à nossa memória? ,inquiriu o frade. A celebração ecumênica foi encerrada com o canto dos parabéns e de duas músicas italianas, Santa Lucia e Merica, Merica.